janeiro 12, 2022

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Empreendimentos Corporativos se adaptam à perspectiva de aumento da frota de veículos elétricos no Brasil.


Ao contrário do que ocorre nos países mais ricos, no Brasil a eletrificação dos carros caminha a passos lentos. A baixa procura por veículos elétricos e híbridos se deve, principalmente, aos altos impostos e preços cobrados pela indústria automotiva no país, ou seja, o brasileiro paga mais caro para ter veículos mais ecológicos.

Apesar dos custos, de acordo com recente pesquisa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em conjunto com o Boston Consulting Group (BCG), os carros elétricos e híbridos podem representar a maioria no Brasil em 2035, com uma estimativa de 62% da frota de carros 0 km.
Reforçando esta tendência alguns outros fabricantes já anunciaram o encerramento das vendas de veículos a combustão em todo o mundo para os próximos anos. Como a Mini que fará a mesma mudança global em 2030, a GM em 2035 e a Honda em 2040.

Um incentivo para que esta estimativa se torne realidade é a Lei Municipal n° 17.336 de 30 de março de 2020, que obriga edifícios novos no município de São Paulo a terem pontos de recarga para carros elétricos. Prédios populares ficam isentos desta obrigatoriedade.

À medida que a demanda do consumidor por esses veículos cresce nas próximas décadas, os imóveis comerciais já exercem papel importante nessa transformação e a expectativa é de que mais cidades adotem legislação parecida. Um desafio para as concessionárias de energia, que também devem se adequar para possibilitar o crescimento previsto de maneira sustentável. Políticas públicas de incentivo à produção e uso de energia renovável serão primordiais na mudança do cenário atual.

No que tange aos edifícios comerciais, quanto antes os desenvolvedores de novos empreendimentos preverem em seus projetos pontos de recarga, mais fácil e barato será sua instalação futura.
“O custo de instalação de um ponto de recarga em um edifício já existente sem infraestrutura para instalação destes pontos pode ser maior do que instalar o mesmo equipamento em um novo projeto já concebido para receber o sistema. Por isso, mesmo que o empreendimento seja entregue, a princípio, com apenas alguns pontos de recarga, é importante deixar infraestrutura que possibilite a instalação futura de pontos adicionais, conforme a demanda cresça nos próximos anos”, afirma Fabio Tierno, diretor de desenvolvimento de negócios da divisão Property Management, na CBRE.

Diante das perspectivas de cobrança cada vez maior em relação à sustentabilidade, observa-se edifícios não só prevendo vagas para veículos elétricos, mas também suprindo parte de sua demanda energética com fontes renováveis. Segundo Fabio, o projeto deve ser pensado de maneira integral e focando o longo prazo. “Considerando que o ativo planejado hoje será entregue nos próximos 5 anos, o mesmo deverá estar preparado para atender as demandas que surgirão nos próximos 20 ou 30 anos. Para além dos pontos de recarga, investir em energia solar, por exemplo, é algo que indicamos fortemente em Building Consultancy, quando possível na realidade do projeto”.

Entretanto, mesmo que o edifício não seja concebido prevendo as chamadas “vagas verdes”, caso de empreendimentos já existentes, a readequação e instalação de pontos de recarga tem sido cada vez mais frequente como demanda até dos próprios usuários. Os custos de instalação mais altos, muitas vezes, podem ser diluídos em parcerias com instaladoras terceirizadas, que se tornam responsáveis pela implementação e gestão dos equipamentos. Em alguns sistemas, pode-se inclusive individualizar a medição e cobrança do consumo diretamente para o proprietário do veículo, sem que a conta seja repassada ao condomínio, o que poderia onerar a operação do empreendimento.

Os ganhos são diversos, tanto para os proprietários de veículos elétricos quanto para a própria imagem do empreendimento, que passa a ser visto como mais moderno e sustentável. Para as empresas, cada vez mais interessadas em associarem suas marcas a práticas ESG, ocuparem edifícios com atributos sustentáveis é um diferencial que certamente contribui na decisão de locação e permanência.

Carros elétricos são abastecidos por meio de conectores, que transferem eletricidade para a bateria. As chamadas “vagas verdes” que funcionam em sistema de rotatividade, possuem diversos níveis de carregamento.  O tempo de recarga, feita em tomadas próprias, ou com adaptadores compatíveis, varia de acordo com o tipo de carregador e capacidade da bateria.
 
O tempo de carregamento também oscila conforme o modelo energético de cada país. No Brasil, em média, Híbridos Plug-in são completamente carregados no prazo de 1 a 4 horas. Já os carros totalmente elétricos chegam a 100% da carga entre 4 e 8 horas, a partir do zero.

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Boas notícias para o público consumidor.

O número de opções de carros elétricos e híbridos no Brasil vem aumentando nos últimos 2 anos. A Stellantis, grupo das montadoras Fiat, Chrysler, Peugeot e Citroen, quer produzir cerca de 8 milhões de carros elétricos por ano e confirmou as vindas para o Brasil do Fiat 500e e do Peugeot 208 e-GT. Citroën e Jeep também terão modelos elétricos, além da Volvo que já oferece apenas veículos nas opções elétricas ou híbridas.
Apesar de ainda serem modelos considerados caros, a tendência é que os valores diminuam cada vez mais ao longo dos próximos anos. As vantagens para o consumidor são baixo custo de manutenção, custo de recarga, zero emissão de poluentes, silêncio a bordo e menor desvalorização na comparação com modelos a combustão. 

E você? Pretende adquirir um veículo elétrico ou híbrido num futuro próximo?


Fontes: Sindiconet / uol.com.br / Jornal do Carro-Estadão / Technomundo/ enelx.com
 



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