abril 7, 2022

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As relações entre varejistas e proprietários e o cenário de expansão do setor em 2022

 

Todos nós já ouvimos anteriormente sobre a suposta extinção das lojas físicas: “Os combinados efeitos ocasionados pelo crescimento do e-commerce e pelos fechamentos provocados pela Pandemia serão difíceis de serem superados. O modo de comprar mudou para sempre.”

Não tão rápido.

 

Enquanto o varejo físico foi obrigado a se adaptar e a se reinventar, os relatos sobre a sua dissolução foram de certa forma exagerados.

No ano passado, houve mais aberturas de lojas do que fechamento e o mercado de varejo, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), obtido pelo Estadão, registrou aproximadamente 204,4 mil novos pontos de venda e o comércio terminou o ano com 2,4 milhões de estabelecimentos ativos. Propriedades dos mais diversos tipos, desde lojas de rua à centros comerciais, presenciaram uma enxurrada de atividades.

Um dos principais impulsionadores desta atividade seria uma nova abordagem sobre os padrões antes utilizados nas negociações comerciais. Após as incertezas dos fechamentos, varejistas e proprietários estão melhor analisando suas locações, procurando maneiras de limitarem a sua exposição ao risco enquanto ainda continuam com suas atividades. Um dos resultados foi o melhor aproveitamento de aluguéis correlatos ao faturamento dos lojistas: os varejistas buscam redução de risco através do pagamento dos aluguéis conforme as vendas se recuperam, enquanto os proprietários visam a locatários de primeira linha, considerando locações de longo prazo e recebíveis crescentes. Assim, contratos de locação com aluguéis percentuais ao faturamento se demonstraram um bom compromisso, mantendo as atividades aos proprietários, ao mesmo tempo que limitam a exposição para os varejistas.

Tempo é outro fator importante ao considerar expansões. Com a recuperação mais acentuada nas vendas, os varejistas vêm estudando novos cenários e percebendo que agora pode ser um bom momento para expandir. O varejo resistiu às ondas mais recentes das restrições impostas pela pandemia e há oportunidades em regiões privilegiadas e em importantes mercados. No entanto, à medida que as atividades continuam a crescer, garantir o melhor local se torna muito mais competitivo.

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Com estes fatores em mente, a CBRE espera ver mais varejistas crescendo e expandindo as suas operações em 2022. Na maioria dos casos, essas não serão as expansões que o setor varejista está acostumado a ver – marcas cobrindo o mercado com dezenas de novas lojas –, mas sim uma abordagem mais estratégica, impulsionada por análises críticas e otimização de portfólio.

Aqui estão três considerações que os varejistas devem ter em mente ao procurar expandirem este ano:

1. Proteja sua exposição. O varejo físico representa uma ótima oportunidade de expansão de receita, principalmente para empresas que tenham uma marca online forte, mas pouca presença física. No entanto, uma abordagem estruturada e orientada por dados que mitiga o risco e a superexposição é a alma do negócio. Em vez de 50 novas lojas, os varejistas deverão analisar 15 a 20 sites de alta performance que atinjam seu público-alvo de clientes.

2. Considere quais marcas apoiarão o seu crescimento. As co-locações podem ser vitais para o sucesso de um varejista. Muitos varejistas querem estar localizados em centros com grandes impulsionadores de tráfego, como supermercados ou marcas de primeira linha. Outros varejistas querem estar ao lado de marcar que geram sinergias, como academias de ginásticas e marcas de roupas esportivas.

3. Encontre o parceiro ideal. Varejistas e proprietários precisam abordar o processo como parceiros e não como adversários. Todos querem ser bem-sucedidos e aqueles que trabalham juntos terão mais chances de gerar resultados que beneficiem a todos.

Fonte: CBRE Reserach 2022 & Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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