Tendências de Mercado

Das megacidades às cidades globais


De acordo com os cálculos mais recentes das Nações Unidas, no mundo existem atualmente 31 megacidades em que vivem 500 milhões de pessoas. Até 2030, o número aumentará para 41 e haverá 730 milhões de habitantes, cerca de 9% da população mundial.

 

Nós vivemos na era das cidades. Se há sessenta anos apenas um terço da população mundial vivia nelas,  dados recentes do Banco Mundial indicam que atualmente mais da metade de todos os habitantes do planeta estão concentrados em áreas urbanas. E, no futuro, esse número aumentará. Segundo as Nações Unidas, em 2050, dois terços de todos os cidadãos do mundo viverão nas cidades.

As megacidades, são áreas metropolitanas com mais de dez milhões de habitantes, como Nova York, Londres e Paris, que estão entre as cidades mais influentes do planeta. Outras, como Amsterdã, Berlim, Madri ou Munique, sem serem megacidades, também exercem grande influência no mundo. Todas elas têm algo em comum: são o que os ingleses chamam de ‘cidades globais’, cidades que estão interconectadas com os fluxos globais de turismo, transporte, comércio e capital.

Na CBRE, identificamos 9 cidades globais na Europa. Amsterdam, Berlim, Estocolmo, Frankfurt, Londres, Madrid, Milão, Munique e Paris atraem investidores internacionais, são a sede de grandes empresas e estão ligadas à economia global. Nelas, as mudanças que estão acontecendo em questões tecnológicas, demográficas, urbanas, de transporte e conectividade são notáveis. Uma das principais razões pelas quais as “cidades globais” atraem tanto interesse é que elas acrescentam dois dos elementos que estão redefinindo o paradigma imobiliário, de: “localização, localização, localização”, para: “loconectividade“, a soma de localização e conectividade.

Texto baseado no Artigo de Adolfo Ramírez-Escudero , Presidente da CBRE Espanha e Chefe dos Mercados de Capitais da Europa Continental e EMEA. 

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