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Como a Internet das Coisas impacta o Brasil e o mercado imobiliário.

Imagine um futuro onde tudo que cerca você estará conectado à Internet, transformando edifícios, casas, universidades, carros e até mesmo cidades em estruturas inteligentes. Onde as construções e objetos serão capazes de identificar as necessidades dos usuários através de sensores, e de adaptar os ambientes, como iluminação e temperatura, para cada situação. Esta cena, que parece tirada de um filme de ficção científica, está mais próxima de se tornar uma realidade no Brasil com o lançamento do Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), apresentado no Futurecom 2017 no dia 3 de outubro.

Elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e McKinsey, o Plano estabelece as diretrizes para o desenvolvimento da Internet das Coisas no Brasil.

Mas por que a criação de uma política nacional de IoT é importante? Porque ela estabelece as áreas que terão prioridade para receber incentivos de fontes como o próprio BNDES. O Plano de Ação apresentando prioriza quatro verticais: Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. As políticas de incentivo devem ser implantadas entre 2018 e 2022.

O que é IoT?

 De acordo com Kevin Ashton, o primeiro cientista a usar esta expressão, em 1999, a “Internet das Coisas é um conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial”. Exatamente como as situações que descrevemos no primeiro parágrafo.

Sua aplicação prática, no entanto, envolve uma rede de dispositivos integrados, com eletrônica incorporada, sensores, softwares e conectividade de rede. A expectativa de diversas instituições é que tenhamos mais de 20 bilhões de dispositivos conectados à Internet até 2020.

Como essa tecnologia afeta o mercado imobiliário?

Você já deve ter ouvido termos como “Edifícios Inteligentes” ou “Casas Inteligentes”. Ambos se referem a construções que usam a tecnologia para aumentar sua eficiência energética, automatizar processos e reduzir seu impacto ambiental. A automatização de sistemas hidráulicos, de iluminação e de ar condicionado, por exemplo, faz com que a estrutura acompanhe a demanda real, reduzindo o desperdício e os custos operacionais. Por esta razão, os conceitos de edifícios inteligentes e edifícios sustentáveis estão cada vez mais associados.

Mais do que uma “moda”, as construções inteligentes e sustentáveis têm se multiplicado e provado que são excelentes opções para investidores e locatários. De acordo com o presidente do Green Building Council Brasil – GBCB, Felipe Faria, os edifícios verdes têm a menor taxa de vacância. Uma das formas para identificar estes edifícios é a certificação Leadership in Energy and Environmental Design – LEED, criada em 1998 nos Estados Unidos. Ela é concedida a construções que atingem os rigorosos padrões de qualidade e eficiência estabelecidos pelo pelo U.S. Green Building Council.

O Brasil é o quarto país do mundo com mais prédios verdes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes.  São mais de 600 empreendimentos com a certificação LEED. Em São Paulo, a CBRE comercializa e administra a maioria dos empreendimentos com o Selo LEED.

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