IndustrialLand Services

CBRE Industrial: qual o futuro do mercado de condomínios logísticos?

Vacância, lançamentos, a variação da economia e do consumo são alguns dos temas que inquietam o mercado de condomínios logísticos. Rodrigo de Almeida Couto, gerente sênior nacional de Data Center & Industrial Services da CBRE do Brasil, faz uma análise do cenário para 2015 em entrevista para a revista Logweb. Confira os principais tópicos:

Condomínios logísticos x potencial de consumo

De acordo com Couto, há uma ligação direta entre o potencial de consumo do Brasil e o setor de condomínios logísticos. Os indicadores negativos no começo de 2015 ainda são um reflexo de 2014, considerado um ano “curto”, portanto não deixam claro se 2015 será um ano promissor.

Apesar das projeções um pouco nebulosas para 2015, Couto destaca que há uma expectativa de entrega, cerca de 30% superior em comparado à 2014. A taxa de vacância também deve subir de 2 a 3% sobre a atual, que em São Paulo está em 16,4%. O destaque em termos de crescimento ficará com o mercado de comércio eletrônico, que vem crescendo no setor de varejo.

No Rio de Janeiro o estoque, que é o segundo maior do Brasil, terá um volume de entregas 100% superior a 2014. Com isso, há uma tendência de aumento na taxa de vacância, hoje uma das menores do país.

Nordeste na mira de investidores

O mercado também aponta um espalhamento dos novos condomínios logísticos no entorno das principais capitais. A região Nordeste, por exemplo, começa a despertar o interesse das principais incorporadoras com capital internacional. Os novos desenvolvimentos devem ter como foco os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará.

Oportunidades e riscos

O crescimento descentralizado, em São Paulo e no Rio de Janeiro, traz aspectos positivos, analisa Couto. As oportunidades serão grandes para os operadores de logística com capacidade de oferta de soluções de curto prazo na redução de custo. A dificuldade na leitura do mercado logístico para os próximos três anos torna atrativa a flexibilidade de aumentar ou diminuir o estoque através de operadores de logística em diferentes regiões do Brasil.

De outro lado, os indicadores econômicos, a redução da atividade industrial e do consumo, o aumento da inflação e da taxa básica de juros, o fim do incentivo do IPI dos carros, as demissões em massas nas montadoras, o racionamento de água e os escândalos da Petrobrás podem prejudicar o desempenho do mercado logístico.

Para mais informações acesse a página do Departamento Industrial ou entre em contato pelo email ou  tel: 11 5185-4688 para falar com um de nossos consultores.

 

Share:

Deixar uma resposta