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Um olhar sobre os museus do mundo, dos tradicionais aos menos convencionais

Por Adam Bonilawski

O que torna um museu famoso? Exposições interessantes, é claro. Mas quando falamos de museus, a maioria imagina grandes salões com pinturas de antigos mestres e artefatos históricos, e o que não falta são coleções interessantes para vermos. Mostras tradicionais como fine art e fósseis antigos permanecem como grandes atrações, mas os museus estão preparando exposições menos tradicionais para os visitantes, como variedades raras de mostarda e placas de sinalização.

Um dos principais fatores para fazer um museu ter sucesso é ter uma atenção cuidadosa com o edifício que vai abrigar as coleções. Para ser efetivo, é óbvio que um museu precisa garantir a segurança e a integridade física de suas exibições e, ao mesmo tempo, oferecer ao visitante acessibilidade e espaço para que as obras sejam exibidas adequadamente, observa Adriano Sartori, arquiteto e vice-presidente da CBRE Brasil. “Mas além disso, mais e mais museus estão mudando o foco de suas coleções permanentes para exibições temporárias. Fatores como a flexibilidade do espaço têm crescido em importância. Os museus procuram interagir cada vez mais com os visitantes, proporcionando atividades extras e eventos que podem atraí-los fora do período de exibição” – afirma Sartori. Ofertas como cursos e cafeterias podem fornecer ao museu um apelo além de suas atrações tradicionais, o tornando moderno e integrado à vida contemporânea.

Confira a íntegra da matéria no site global de notícias da CBRE, Blueprint, e abaixo a tradução do texto contido no portal.

MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO (SÃO PAULO, BRASIL)

O Museu de Arte de São Paulo, ou MASP, como é conhecido, é uma obra de arte por si mesmo. Projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, a estrutura, com seu corpo de concreto e vidro suspenso acima do solo em pilares vermelhos maciços, é um marco brasileiro e uma das peças de arquitetura mais famosas do país. As exposições do museu também são impressionantes, apresentando algumas das melhores coleções de arte européia e brasileira.

LOJA-MUSEU DO MCDONALD’S (DES PLAINES, ILLINOIS, EUA)

A história do fast food é relembrada nesta réplica de um antigo restaurante do McDonald’s, a nona loja a abrir, em Des Plaines, Illinois. As exposições incluem artigos como as cubas de fritura, as grelhas e as batedeiras de milkshake originais, com manequins vestidos com uniformes da época. Você não pode comer a nostalgia mas, felizmente, os turistas famintos podem encontrar um MacDonald’s moderno aberto no outro lado da rua.

MUSEU NACIONAL DA MOSTARDA (MIDDLETON, WISCONSIN, EUA)

Abriga uma coleção permanente de 5.957 tipos diferentes de mostarda. Para ter uma ideia, se você experimentasse uma variedade diferente todos os dias, levaria mais de 16 anos para percorrer as mostras do museu, que vêm de todos os 50 estados dos EUA e de mais de 70 países. A melhor parte: você pode obter uma amostra grátis de muitas das variedades de mostarda em exposição na famosa loja de presentes do museu.

AMERICAN SIGN MUSEUM (CINCINNATI, OHIO, EUA)

Você pode não pensar nas placas de sinalização como uma forma de arte, mas uma visita ao American Sign Museum em Cincinnati, Ohio, EUA, pode fazê-lo mudar de ideia. A instituição, que tem o objetivo de preservar as placas de sinalização americanas dos últimos cem anos, apresenta tudo, desde os primeiras placas de sinalização de eletricidade a versões plásticas modernas, indo até o clássico art deco neon. A desvantagem de  ter uma coleção tão grande é encontrar um local com espaço suficiente para exibi-la. Depois de passar seus primeiros anos no (relativamente) apertado alojamento de um centro de artes local, o museu mudou-se em 2012 para a Oesterlein Machine Company-Moda Frocks Inc. Complex, uma antiga fábrica de Cincinnati.

TENEMENT MUSEUM (NOVA IORK, N.Y., EUA)

No caso do Tenement Museu de Nova York, EUA, o próprio edifício faz parte da coleção. Construído em 1863, o edifício localizado na 97 Orchard Street abrigou uns 7.000 trabalhadores durante os séculos 19 e 20. O museu oferece visitas guiadas do edifício e da vizinhança, dando aos visitantes uma noção de como era a vida de imigrantes no Lower East Side de Manhattan.

CHILDREN’S MUSEUM OF PHOENIX (PHOENIX, ARIZONA, EUA)

Enquanto muitos museus não interferem nas atividades de seus visitantes, o Children’s Museum of Phoenix celebra a atividade, oferecendo mais de 300 experiências, bem como todo tipo de aulas, de música e matemática até yoga. Sediado no edifício da escola da cidade de Monroe, que é listado no registro nacional de lugares históricos, o museu é também um dos mais verdes que você pode encontrar. Possui pisos brilhantes no banheiro, feitos de materiais reutilizados, pias e espelhos, e instalações de arte feita de objetos do dia-a-dia reciclados.

ROYAL ONTARIO MUSEUM (TORONTO, CANADÁ)

Com mais de 6 milhões de peças espalhadas por 40 galerias, o Royal Ontario Museum, ou ROM, de Toronto é um dos maiores museus do mundo, reunindo coleções que abrangem história natural, ciência, arte e design. O edifício em si é um espetáculo arquitetônico, com uma cúpula de mosaico composta por mais de um milhão de peças de vidro veneziano, além do Michael Lee-Chin Crystal, projeto do escritório de arquitetura Daniel Libeskind adicionado à entrada do edifício, que abriu em 2007.

FONDAZIONE PRADA (MILÃO, ITÁLIA)
Há dois anos, a Fondazione Prada mudou-se para a sua nova casa em Milão: uma remodelação de uma antiga destilaria projetada por Rem Koolhaas. Entre os destaques está um recinto de quatro andares, revestido de ouro, para a coleção de arte permanente da instituição, que inclui instalações de artistas contemporâneos como Louise Bourgeois e Dan Flavin.

BIG SHEEP WOOL GALLERY  E CENTRO DE VISITANTES DO I-SITE (TIRAU, NOVA ZELÂNDIA)

Não é nenhum segredo que as ovelhas são muito mais numerosas do que as pessoas na Nova Zelândia (o país abriga 60 milhões de ovelhas e cerca de 3 milhões de habitantes humanos.) Portanto, é apenas apropriado que a pequena cidade de Tirau, com 800 habitantes, abriga um museu em forma de uma ovelha gigante. A Big Sheep Wool Gallery e o Big Dog Information Center (edifício em forma de um cão gigante) abrigam uma loja de lã e um centro de visitas, entre outros objetos em exibição. O artesão local Steven Clothier usou ferro ondulado para construir a galeria em 1998, numa tentativa de impulsionar o turismo. O mais recentemente membro adicionado ao rebanho de ferro ondulado é um grande carneiro, concluído em 2016. A ovelha e o carneiro, reunidos pelo cão grande, cumprimentam felizes os visitantes que chegam em Tirau.

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